sexta-feira, 29 de maio de 2009

O exercício do fracasso

Escrever é sempre um fracasso. Não adianta. Nunca um texto sai como queremos. O ponto final, muitas vezes, é um sinal de desistência, e não de conclusão de um pensamento. Na verdade, escrevemos sempre o que é possível naquele momento, e a sensação de ter sido traído pelas próprias reflexões na hora de escrever é freqüente.

As idéias surgem e precisam ser postas para fora rápido, senão, elas te abandonam. O tempo no exercício da escrita é fundamental. Às vezes perdemos bons textos por falta de tempo de escrevê-los ou simplismente por preguiça de sobra.

Noites perdidas com pensamentos que martelam nossas mentes, é exemplo disso. As boas idéias vêm sempre na hora errada, é incrível!

Escrever é sempre um fracasso.

Droga!

Não era nada disso que eu queria escrever...

strep-tease

Escrever é como fazer um strep-tease. Um ato muito íntimo, revelador, assim como tirar a roupa na frente de alguém. Cada palavra escrita é como uma peça de roupa jogada ao chão. Sob o olhar de quem nos vê e de quem nos lê, uma descoberta, uma surpresa, um julgamento.

Mas, na verdade, a escrita expõe muito mais que a nudez do corpo. Ao escrever expomos o que temos de mais íntimo: as nossas idéias e os nossos valores. Nos despir da convenção, do senso comum, dizer o que realmente pensamos, sem medo, sem vergonha, sem auto censura.

É como uma foto que capta o nosso interior. O que escrevemos nos retrata, diz quem somos. E é através deste espaço que pretendo dizer o que sou e o que penso. Este blog não será um diário. Aqui vou escrever o que der na telha, falar sobre o universo que me rodeia, exercitar a escrita e o meu poder de crítica e de análise.

Começa hoje o meu “strep-tease”.